Desigualdades, até quando?
Portugal está a passar por várias mudanças com a aprovação do Orçamento de Estado, estamos a caminhar para a única evolução económica que poderá travar as desigualdades sociais existentes.
Existem vários tipos de pobreza e sabemos que no nosso país há casos em que esta é extrema, casos de desespero que são engolidos por um ciclo vicioso que acaba por se tornar impossível de romper. São inúmeras as dificuldades sentidas pelas famílias que fazem com que os casos de pobreza se multipliquem, como as baixas qualificações, a discriminação social, o abandono escolar, a carência de recursos básicos sentida por tantas famílias, o emprego precário e mal remunerado e a toxicodependência. Todos estas adversidades são encontradas na nossa sociedade e têm de ser encarados da forma mais direta possível, para construirmos um pensamento de mudança capaz de chegar a estas pessoas.
É difícil ter a noção de como vivem estas famílias quando somos desconhecedores de todas as realidades do país e quando temos um sistema político e uma comunicação social que querem que assim continuemos a ser. No entanto, é um facto que se não houver luta para que haja um acesso público e de qualidade à saúde e à educação, uma redução do desemprego, um aumento salarial e a proteção de todos os direitos dos trabalhadores, não conseguiremos cortar o mal pela raiz e destruir este ciclo vicioso de pobreza. E não basta só combater a pobreza, é preciso, antes de mais e para que o consigamos fazer, extinguir as desigualdades sociais!
Como é que podemos ter cidadãos e cidadãs felizes, se existe uma desigualdade monstruosa de rendimentos e oportunidades? Não deveria ser aceite a existência de famílias sem capacidade financeira para aquecerem a sua casa e outras com capacidade para aquecerem mais de metade das casas do nosso país.
A desigualdade social está ligada a várias questões sociais que afetam a sociedade, como por exemplo, a obesidade, doenças mentais, violência, gravidez na adolescência, desempenho e interesse escolar, entre outras, e estes fatores não estão diretamente relacionados com o nível de riqueza do país. Este tipo de situações incidem principalmente nas famílias com menos oportunidades de acesso a necessidades básicas económicas. Mas não nos deixemos enganar, porque todos estes problemas não só afetam apenas as classes mais desfavorecidas, afetam também toda a sociedade que acaba por ficar prejudicada por toda esta desigualdade. Para além disso, falta a preocupação pela classe média que aparentam estar bem, no entanto, estão a sofrer imenso. Se continuarmos assim vamos a caminho de duas classes: a baixa e a alta.
Se queremos um país evoluído, um país onde todos podemos ser felizes, com as mesmas oportunidades para conseguirmos gerir as nossas vidas e ter acesso a bens e serviços de igual forma, não podemos ficar conformados com as discrepâncias que vemos à frente dos nossos olhos. Há que lutar pela mudança e para sermos uma sociedade com voz ativa, pronta lutar contra o que tornou o nosso país um lugar com menos esperança.
Desigualdades, até quando?
Portugal está a passar por várias mudanças com a aprovação do Orçamento de Estado, estamos a caminhar para a única evolução económica que poderá travar as desigualdades sociais existentes.
Existem vários tipos de pobreza e sabemos que no nosso país há casos em que esta é extrema, casos de desespero que são engolidos por um ciclo vicioso que acaba por se tornar impossível de romper. São inúmeras as dificuldades sentidas pelas famílias que fazem com que os casos de pobreza se multipliquem, como as baixas qualificações, a discriminação social, o abandono escolar, a carência de recursos básicos sentida por tantas famílias, o emprego precário e mal remunerado e a toxicodependência. Todos estas adversidades são encontradas na nossa sociedade e têm de ser encarados da forma mais direta possível, para construirmos um pensamento de mudança capaz de chegar a estas pessoas.
É difícil ter a noção de como vivem estas famílias quando somos desconhecedores de todas as realidades do país e quando temos um sistema político e uma comunicação social que querem que assim continuemos a ser. No entanto, é um facto que se não houver luta para que haja um acesso público e de qualidade à saúde e à educação, uma redução do desemprego, um aumento salarial e a proteção de todos os direitos dos trabalhadores, não conseguiremos cortar o mal pela raiz e destruir este ciclo vicioso de pobreza. E não basta só combater a pobreza, é preciso, antes de mais e para que o consigamos fazer, extinguir as desigualdades sociais!
Como é que podemos ter cidadãos e cidadãs felizes, se existe uma desigualdade monstruosa de rendimentos e oportunidades? Não deveria ser aceite a existência de famílias sem capacidade financeira para aquecerem a sua casa e outras com capacidade para aquecerem mais de metade das casas do nosso país.
A desigualdade social está ligada a várias questões sociais que afetam a sociedade, como por exemplo, a obesidade, doenças mentais, violência, gravidez na adolescência, desempenho e interesse escolar, entre outras, e estes fatores não estão diretamente relacionados com o nível de riqueza do país. Este tipo de situações incidem principalmente nas famílias com menos oportunidades de acesso a necessidades básicas económicas. Mas não nos deixemos enganar, porque todos estes problemas não só afetam apenas as classes mais desfavorecidas, afetam também toda a sociedade que acaba por ficar prejudicada por toda esta desigualdade. Para além disso, falta a preocupação pela classe média que aparentam estar bem, no entanto, estão a sofrer imenso. Se continuarmos assim vamos a caminho de duas classes: a baixa e a alta.
Se queremos um país evoluído, um país onde todos podemos ser felizes, com as mesmas oportunidades para conseguirmos gerir as nossas vidas e ter acesso a bens e serviços de igual forma, não podemos ficar conformados com as discrepâncias que vemos à frente dos nossos olhos. Há que lutar pela mudança e para sermos uma sociedade com voz ativa, pronta lutar contra o que tornou o nosso país um lugar com menos esperança.

